segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Em culto evangélico, Netinho lembra de briga com a mulher


Netinho fala a fiéis da Assembleia de Deus, na zona leste de São Paulo
Foto: Fernando Borges/Terra
VAGNER MAGALHÃES
Direto de São Paulo
O candidato do PCdoB paulista ao Senado, Netinho de Paula, afirmou neste domingo (5), durante visita a dois cultos da igreja evangélica Assembleia de Deus, que superou o episódio em que se envolveu em uma briga conjugal com sua ex-mulher, em 2005, com a ajuda da igreja Batista, que ele frequenta.
Acompanhado por Marta Suplicy (PT), também candidata ao Senado, e de Aloizio Mercadante, que disputa o governo do Estado pelo PT, Netinho lembrou do período subsequente à agressão e que teve ajuda da religião para tocar a vida em frente.
"Em 2005 eu tive uma briga feia com a minha esposa, que foi externada pela mídia. Fui violento com a minha mulher e aquilo foi muito ruim para mim. Fiquei muito mal", disse.
Para um público de cerca de 500 evangélicos, ele afirmou que começou a se recuperar ao frequentar a igreja Batista da região onde mora. "Eu pensava comigo mesmo: 'não sou isso que as pessoas estão falando'. Netinho disse que recebeu orações da comunidade e tocou a vida em frente.
Os candidatos foram apresentados aos membros da Assembleia de Deus pelo vereador Carlos Apolinário (DEM) em duas igrejas da zona leste da capital paulista. Nas duas ocasiões, os pastores sugeriram votos aos candidatos.

Quércia está fora

Segundo o site do jornal Folha de S. Paulo, Orestes Quércia (PMDB) vai comunicar nesta segunda-feira a retirada de sua candidatura ao Senado por São Paulo. O motivo é o tratamento de seu câncer na próstata.

O ex-governador de São Paulo, de 72 anos, vai anunciar apoio ao companheiro de chapa, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Ainda de acordo com a Folha, em conversa de Quércia com a cúpula tucana neste domingo, ficou acertado que o primeiro suplente de Aloysio será Airton Sandoval (PMDB), e não mais Sidney Beraldo (PSDB). Assim, Aloysio vai ocupar, na propaganda de TV, o tempo das duas vagas ao Senado da chapa.

Segundo a última pesquisa Datafolha, Quércia tem 26% das intenções de voto. Ele está atrás de Netinho de Paula (PC do B), que tem 28%, e Marta Suplicy (PT, 33%). Aloysio aparece em quinto, com 12%.

Por Alberto de Oliveira

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Ibope: Dilma aumenta vantagem sobre Serra e chega a 59% dos votos válidos


A pouco mais de um mês das eleições, a petista Dilma Rousseff tem 24 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra e mantém a expectativa de vencer no primeiro turno, agora com 59% dos votos válidos.

Segundo pesquisa Ibope divulgada neste sábado (28) pelo jornal O Esrtado de S. Paulo, Dilma chegou a 51% das intenções de voto, um crescimento de oito pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, feito às vésperas do início da propaganda eleitoral.

Desde então, Serra passou de 32% para 27%. Marina Silva, do PV, oscilou de 8% para 7%. Somados, os adversários da petista têm 35 pontos, 16 a menos do que ela.

A performance de Dilma já se equipara à de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2006. Na época, no primeiro turno, o então candidato petista teve 59% dos votos válidos como teto nas pesquisas.

Geografia do voto. Dilma ultrapassou Serra em São Paulo (42% a 35%) e tem o dobro de votos do adversário (51% a 25%) em Minas Gerais - respectivamente primeiro e segundo maiores colégios eleitorais do País.

No Rio de Janeiro, terceiro Estado com a maior concentração de eleitores, a candidata do PT abriu nada menos do que 41 pontos de vantagem em relação ao tucano (57% a 16%).

Na divisão do eleitorado por regiões, Dilma registra a liderança mais folgada no Nordeste, onde tem mais que o triplo de votos do rival (66% a 20%%). No Sudeste, ela vence por 44% a 30%, e no Norte/Centro-Oeste, por 56% a 24%.

A Região Sul é a única em que há empate técnico: Dilma tem 40% e Serra, 35%. A margem de erro específica para a amostra de eleitores dessa região chega a cinco pontos porcentuais. Mas também entre os sulistas se verifica a tendência de crescimento da petista: ela subiu cinco pontos porcentuais na região, e o tucano caiu nove.

Ricos e pobres. A segmentação do eleitorado por renda mostra que a candidata do PT tem melhor desempenho entre os mais pobres. Dos que têm renda familiar de até um salário mínimo, 58% manifestam a intenção de votar nela, e 22% em Serra.

Na faixa de renda logo acima - de um a dois salários mínimos -, o placar é de 53% a 26%. Há um empate entre a petista (39%) e o tucano (38%) no eleitorado com renda superior a cinco salários.

Também há empate técnico entre ambos no segmento da população que cursou o ensino superior. Nas demais faixas de escolaridade, Dilma vence com 25 a 28 pontos de vantagem.

A taxa de rejeição à candidata petista oscilou dois pontos para baixo, mas se mantem praticamente a mesma desde junho, próxima dos 17%. No caso do candidato tucano, 27% afirmam que não votariam nele em nenhuma hipótese.

A disparada da candidata apoiada pelo presidente Lula disseminou a expectativa de que ela vença a eleição. Para dois terços da população, a ex-ministra tomará posse em janeiro como sucessora do atual presidente. Apenas 19% dos eleitores acham que Serra será o vitorioso.

Mulheres. Com boa parte de sua propaganda direcionada à conquista do eleitorado feminino - dando destaque à possibilidade de uma mulher assumir pela primeira vez a Presidência -, Dilma cresceu mais entre as mulheres (nove pontos) que entre os homens (cinco pontos).

Na simulação de segundo turno, a vantagem de Dilma entre as mulheres é agora praticamente a mesma que entre os homens, um fato inédito na campanha. O próprio Lula sempre teve mais votos entre os homens.

A pesquisa mostra que 57% dos eleitores já assistiram a pelo menos um programa do horário eleitoral.

Segundo o Ibope, 50% dos brasileiros preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente, e 9% tendem a optar por um representante da oposição. Do total do eleitorado, 88% sabem que Dilma é a candidata de Lula.

O governo do presidente é considerado ótimo ou bom por 78% dos brasileiros. Outros 4% consideram a gestão Lula ruim ou péssima.

SP: Mercadante sobe nove pontos e Alckmin cai três, aponta Ibope

A entrada do horário eleitoral gratuito em rádio e TV mudou o cenário da disputa ao governo de São Paulo. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que começou a campanha na condição de favorito absoluto, caiu três pontos percentuais. O tucano passou de 50% para 47% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope/O Estado de S. Paulo/TV Globo divulgada nesta sexta-feira (27).

Alckmin assiste, agora, à aproximação de Aloizio Mercadante (PT) – que subiu nove pontos desde a última sondagem Ibope, divulgada no dia 30 de julho, e saltou de 14% para 23%. Celso Russomanno (PP) atingiu 8%, enquanto Paulo Skaf, do PSB, marcou 2% e Fábio Feldmann (PV), 1%.

Luiz Carlos Prates, o Mancha (PSTU), Paulo Búfalo (PSOL), Igor Grabois (PCB) e Anaí Caproni (PCO) não pontuaram. Os votos brancos e nulos para a disputa ao governo paulista somam 7%. Os indecisos são 11%.

Em um possível cenário de segundo turno entre Alckmin e Mercadante, o candidato tucano também venceria, com 54% das intenções de voto. Nessas condições, o petista atingiria 30%. Brancos e nulos seriam 8%, mesmo porcentual de indecisos.

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos, Alckmin lidera com 29% das intenções de voto. Mercadante assinalou 18% e Celso Russomanno, 4%. Skaf e Anaí Caproni marcaram 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Nessa modalidade, brancos e nulos somaram 8%. Os indecisos são 38%.

Alckmin e Mercadante partilham de índices de rejeição semelhantes entre o eleitorado paulista. De acordo com a sondagem, 15% não votariam de jeito nenhum no tucano e 16% descartam votar no petista.

O líder em rejeição é Mancha, do PSTU, com 23%. O candidato verde Fábio Feldmann manteve a menor rejeição entre os candidatos ao governo paulista. Ao todo, 8% dos eleitores não votariam no postulante do PV de jeito nenhum.

sábado, 21 de agosto de 2010

Terror eleitoral nada gratuito

Por Ale Rocha
De repente, o “TV Fama” extrapolou a RedeTV! e tomou de assalto todas as emissoras abertas com seu mau gosto e desfile de subcelebridades sem nada a dizer. A atração atende pelo nome de horário eleitoral gratuito.

Ex-jogadores de futebol, mulheres frutas, ex-BBBs, cantores sertanejos e humoristas são uma forma de elevar o quociente eleitoral e, assim, ampliar a presença de um partido nas bancadas federais e estaduais. Pela lei eleitoral, um candidato com alto índice de votos pode eleger outros não tão populares assim.

Frank Aguiar, Leci Brandão, Tiririca, Agnaldo Timóteo, Popó, os irmãos Kiko e Leandro do KLB, Vampeta, Ronaldo Ésper, Elimar Santos, Batoré, Mulher Melão, Mulher Pêra e tantos outros caem de paraquedas nas eleições e conseguem esvaziar ainda mais o propósito do horário eleitoral gratuito.

Como programa de televisão, são duas horas e dez minutos diários desperdiçados. A falta de conscientização do eleitor não se dá apenas por culpa do verniz do marketing político, que esconde as verdadeiras intenções e propostas dos candidatos e entrega apenas aquilo que os cidadãos desejam ver e ouvir.

O horário eleitoral gratuito não democratiza a informação, pois ela não existe. Quem em sã consciência escolhe um parlamentar a partir de discursos com segundos de duração? Diante da falta de conteúdo, a estratégia é apelar para o bizarro e o nonsense.

Não há nada de engraçado em ouvir o Tiririca afirmar que não sabe o que é ser um deputado federal, mas mesmo assim pedir seu voto, pois “pior que está não vai ficar”. Lamentável observar quem pega carona em famosos realmente célebres. Jingles de campanha assassinam clássicos como “Beat It”, de Michael Jackson, e “I Want to Break Free”, do Queen. Ninguém respeita ninguém.

Se antes de eleitos os candidatos preferem se expor a situações ridículas em vez de apresentar propostas concretas, imagine só como será o comportamento quando assumirem uma vaga no Legislativo.

Na era das celebridades instantâneas, tenho a sensação de que vale tudo para estar na televisão. Até mesmo fazer pouco caso da política e de um cargo público. A campanha eleitoral se aproxima cada vez mais dos reality shows. No caso do horário eleitoral gratuito, pouco importam os escassos segundos, já que ninguém parece ter algo relevante a dizer. O importante é aparecer em horário nobre em todas as emissoras abertas.

Aliás, vale ressaltar que de gratuito o horário eleitoral não tem nada. Nós pagamos a conta. O espaço em horário nobre é financiado pelos contribuintes. O governo pega os impostos que você paga e reembolsa as emissoras de rádio e televisão pela veiculação dos programas dos candidatos.

Segundo a revista “Istoé Dinheiro”, o subsídio será de R$ 851 milhões em 2010. É uma cifra quatro vezes maior do que em 2006 (R$ 190 milhões) e seis vezes mais do que em 2002 (R$ 121 milhões). Esses recursos são abatidos do Imposto de Renda a pagar das empresas de comunicação.

Enquanto isso, o governo federal investe apenas R$ 268 milhões em prevenção e repressão a criminalidade e R$ 621 milhões em alfabetização para jovens e adultos.

Em um reality show, você digita alguns números no telefone e paga o mico e o prêmio do Marcelo Dourado, do Kleber Bam Bam, do Dado Dolabella ou da Karina Bacchi. Na urna eletrônica, se não pensar, você aperta os botões e paga o pato pelos próximos quatro anos.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Temer diz que Indio tentou 'reduzir o nível' do debate

O candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB), da chapa da petista Dilma Rousseff, acusou seu adversário Indio da Costa (DEM) de tentar "reduzir o nível" do debate entre vices promovido hoje pelo Grupo Estado. Do início ao fim do encontro, o vice do tucano José Serra fez críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e tentou ligar o nome de Dilma ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
"Vez ou outra se tentou reduzir um pouco o nível. Eu não entro no nível da redução do debate. Acho que o debate que interessa ao País é o debate técnico", disse Temer, ao fim do evento. O deputado federal e presidente da Câmara afirmou ter identificado "acusações de natureza pessoal" contra a Dilma. "Eu registrei que achava um exagero ligar a Dilma ao narcotráfico. Confesso que isso não ajuda o eleitorado."
Questionado se as acusações de Indio seriam uma reação ao crescimento de Dilma nas últimas pesquisas de intenção de voto, Temer tentou evitar polêmica. "Não sei dizer. Do nosso ângulo, jamais reduziremos o nível da campanha. Sendo possível, nós elevaremos. Creio que tentei fazer isso hoje." Em tom de ironia, Temer afirmou que fez durante o debate "todos os elogios possíveis ao Indio". "Ele é uma boa figura", disse o peemedebista.
Indio da Costa negou ter sido agressivo com o adversário. "É só a verdade. Eu estou aqui para falar a verdade, não para ficar de nhenhenhém." No entanto, o democrata negou-se a comentar a pesquisa Ibope divulgada na noite de ontem, na qual Dilma tem 43% das intenções de voto, contra 32% de Serra. "Eu não trato de pesquisa, eu ganho na urna", desconversou.
Promessas
O vice de Serra continuou a atacar a chapa PT-PMDB mesmo após o fim do debate. Disse que gostaria de ter perguntado a Temer "como caberia no orçamento tanta promessa". "O atual governo prometeu muito, o Fome Zero, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Sem acabar o PAC 1, anunciou o PAC 2. E não avançou até hoje. E agora já pensa em terceiras promessas", disse Indio. "Eles não cumprem o que eles falam. E prometem mais em cima daquilo. É um festival de promessas."
Estreante em debates eleitorais, o candidato a vice de Marina Silva (PV), o empresário Guilherme Leal, também filiado ao PV, acabou deixado de lado em meio às discussões entre Temer e Indio da Costa. Porém, considerou a polarização "natural" e o debate "bastante civilizado". "É natural que isso acontecesse. É uma briga de comadres em que eu não queria entrar", afirmou ele, sobre o bate-boca entre os vices de Dilma e Serra.
Drogas
Indio criticou com veemência, durante o debate, o tráfico e o uso de drogas, especialmente do crack, que, segundo ele "destrói famílias". Em entrevista após o encontro, o democrata foi questionado se já havia experimentado alguma droga. Não respondeu. "Olha, vou dizer uma coisa pra vocês, vocês me adoram, hein?", resumiu-se a dizer, rindo.
Durante o debate, Temer e Indio polemizaram sobre uma declaração do presidente Lula, que sugeriu, no último mês de abril, que as Farc se organizassem em um partido político. Indio comparou a sugestão à possibilidade de o Comando Vermelho ou do Primeiro Comando da Capital (PCC) tornarem-se partidos. "Eu teria muito vergonha, como presidente, de propor ao Comando Vermelho ou ao PCC que virassem partidos políticos."
Temer retrucou: "Que comparação infeliz. Não há nenhuma relação de uma coisa com outra." Pouco antes, para tentar aliviar o bate-boca, o peemedebista havia contado sobre a tentativa de criação de um partido de adoradores de cerveja na Rússia, país da vodca. Indio reagiu: "Cervejinha, meu caro amigo Michel Temer, não é cocaína, muito menos crack."

Dilma:14 pontos de vantagem na pesquisa espontânea